sexta-feira, 12 de junho de 2009

Enfim, passados 2 meses eu terminei de ler Paixao India, so agora estou postando pq nao tive tempo. Sabe aquele livros chato ? Entao, é ele, e dizem que vai virar filme. Para nao dar 100% de reprovação, posso dizer que no final do livro, bem no final, o autor escreveu algumas linhas sobre a historia da India, assim como a Ocupação Britanica e a Primeira Guerra Mundial. Pronto , só foi isso de bom. Ja foi postado para troca no site www.trocandolivros.com.br .
Adeus livrinho !!!

quarta-feira, 18 de março de 2009




Há 2 semanas comecei a ler esse livro, estou me arrastando pelas paginas, esta tao chato, sem emoção, sem nada alarmante, chocante, pagina 127 e nada.
Dai me forças "senhor dos livros" , para eu terminar isso.
Quem sabe daqui pra frente melhora, mas pqp ta um saco.




Paixao India conta a história de Anita Delgado, uma jovem bailarina andaluza que se transformou em princesa na Índia.
Anita era apenas uma bailarina quando um marajá indiano se apaixonou por ela, construiu um palácio e a transformou em princesa, mas não em sua única mulher. Na Índia colonial do início do século XX, Anita e o rajá de Kapurthala viveram uma história de amor que provocou um inevitável choque cultural entre oriente e ocidente, mundos, na época, com costumes completamente diferentes. As outras mulheres do marajá e seus súditos viam em Anita uma ameaça à tradição hindu, o conflito entre os dois lados era inevitável. Apesar de estar cercada de vassalos e luxo, a jovem vivia na mais completa solidão. Javier Moro realizou pesquisas detalhadas, tanto na Europa quanto na Índia, para construir uma narrativa minuciosa sobre a relação entre o casal, que terminou como um dos maiores escândalos da Índia inglesa. A chegada da jovem sobre um elefante luxuosamente adornado na cidade de Kapurthala, em 28 de janeiro de 1908, mostra como um conto de fadas pode tornar-se realidade. As fracas luzes que iluminavam a jovem bailarina nos palcos foram substituídas pelo brilho do ouro .

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009



Mulheres de Cabul

O livro conta a experiência de algumas mulheres e ate de crianças que durante o regime Taliba, foram submetidas a absurdas leis repressoras.
A autora Harriet Logan ouviu e fotografou dezenas de mulheres do Afeganistão em 1997 e 2001, contando com o Apoio da PARSA Organização não governamental dirigida por Mary MacMakin que durante o regime foi expulsa do Afeganistão e passou a viver em Peshawar , ajudando em 2001 a autora a reencontrar as mulheres entrevistadas em 1997.
São historias de fome, tristeza, perdas, repressão, suicídio e violência. Eu nao me imaginaria numa situação destas.
E essas mulheres também não imaginavam que isso ia acontecer ao país delas.

“Hoje, quando vejo Cabul, sinto muita dor e tristeza. Estou envelhecendo nessa cidade destruída. Meus netos são analfabetos. Que esperança lhes resta. Quando penso no passado, me lembro de como a cidade era bela, e não consigo acreditar no que ela se tornou” (Khanemgul- 69 anos)

Mulheres que tinham estudos e que trabalhavam, perderam tudo para poupar as suas vidas e a de seus filhos. Mulheres que sofreram e sofrem com a violência, numa sociedade machista.

“Os Talebans se foram, mas muitos de nossos maridos são piores”. ( cliente Laila)

“Tenho amigas cujos maridos só fazem reprimi-las. Isso é pura insegurança. Meu marido não é assim” ( Laila)

A mensagem do livro é bem legal, fiquei comovida com muitas mulheres que pediam para o mundo não esquecer o Afeganistão novamente, para que as pessoas não se esquecessem do sofrimento das mulheres e crianças daquele país.

O livro conta a historia de Shama, que abordou a questão dos Hazaras , minoria do Afeganistão que foram perseguidos e tiveram suas casas invadidas.

“ as mulheres hazaras foram estupradas por Talebans e quando seus maridos tentavam evitar isso ,eram espancados e algumas vezes mortos”

Tem ate alguns casos como de Nooria que não achava que o regime era ruim, e que na época dos mujahideen era muito pior, esta acreditavam que o Talibã estava lá para proteger o povo.

Achei interessante a questão das Burkhas, vou postar um trecho do livro :

“Acho que no Ocidente existia a crença de que todas as mulheres do Afeganistão rasgariam suas burkhas, no exato momento em que não fossem mais obrigadas a usá-las. Porém, a mudança está acontecendo lentamente, em parte devido à reação dos homens ao ver mulheres descobertas em público, pela primeira vez em cinco anos”

Eu acho que muitas mulheres temem a volta de grupos extremistas ao poder, alias, já li uma entrevista eu esqueci o nome da mulher, onde ela diz que dentro do próprio governo, existem homens que estavam ao lado do Talibã e agora participam do governo de Hamid Karzai.


Procurei na internet e achei a RAWA, Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão, é a única organização política/social feminista das mulheres afegãs, anti-fundamentalista, que luta pela paz, liberdade, democracia, e pelos direitos das mulheres no maligno fundamentalismo afegão.

Quem quiser mais informações vou postar o link.
http://www.rawa.org/index.php




O livro é enorme, eu li o ano passado, pretento ler novamente para poder fazer um resumo , sinceramente, nao vai dar pra escrever aqui tudo que eu gostaria de escrever, porque sao tantos fatos.
O livro aborda a vida da familia real saudita, a invasao sovietica, a relação dos EUA com os sheiks do Petroleo, a guerra do Golfo, a OPEP, alem de narrar a vida pessoal dos membros da familia Bin Laden .

Eu ja sabia que Osama tinha dinheiro , mas nao imaginei que fosse tanto assim. Ainda mais dividindo isso tudo com 54 irmaos.


Confesso que fiquei apaixonada pelo Salem, aliás quem nao ficaria .

Tive uma visao totalmente diferente com relação ao documentario Fahrenheit 9/11.
Nao tem como nao se convencer com um livro de 65 paginas só de nota e 576 paginas sobre a vida da familia Bin Laden.
Toda narrativa é baseada em mais de 150 entrevistas feitas em diversos paises, alem de informaçoes extraidas de arquivos do governo e particulares .
Condeno o atentado terrorista, mas todos sabemos que quem planta o mal colhe o mal. Condeno tambem o odio plantado no oriente que vez ou outra , faz na historia um "Osama", com suas razoes e com seus erros.


Um livro maravilhoso que com toda certeza irei ler novamente.


Vou postar um resumo que peguei na interntet



Resumo livro BIN LADEN UMA FAMILIA ARABE NO SECULO NORTE AMERICANO

Com lançamento mundial e simultâneo, "Os Bin Laden – Uma família Árabe no Século Norte-americano", do jornalista Steve Coll, desvenda os elos que ligam os círculos do poder político, econômico e cultural dos Estados Unidos à saga da milionária família muçulmana de Osama bin Laden – o terrorista mais procurado do mundo e responsável pela tragédia que se abateu sobre as torres gêmeas do World Trade Center em 11 de setembro de 2001, em Nova York.Para escrever o livro, o autor, duas vezes ganhador do Pulitzer, realizou mais de 150 entrevistas em quatro continentes – Ásia, América, Europa e África – e mergulhou em arquivos públicos e particulares da Arábia Saudita, Estados Unidos, Inglaterra e Israel. O resultado dessa investigação é uma obra tão caudalosa quanto sólida, rica em informações de bastidores, e que mapeia todos os passos de uma história familiar recheada de intrigas, disputas de poder e negócios nebulosos que envolveram cifras que chegam à casa dos bilhões de dólares.Steve Coll mostra como foi possível aos Bin Laden, no espaço de uma geração, trocar o lombo dos camelos do deserto por limusines e jatos particulares. No início do século XX, o patriarca Mohamed bin Laden era um homem pobre, cego de um olho e apenas mais um dos milhares de pedreiros do canteiro de obras de uma empreiteira a serviço de uma companhia petrolífera norte-americana na Arábia Saudita. Mas o invulgar senso de oportunidade – aliado a métodos bem pouco ortodoxos de ganhar dinheiro – transformou aquele humilde assentador de tijolos em um dos empresários mais ricos do planeta.De pedreiro, Mohamed passou a capataz, de capataz a contramestre, de contramestre a supervisor, de supervisor a dono de seu próprio negócio. Quase sempre associado a corporações norte-americanas, caiu nas graças da família real saudita e tornou-se o empreiteiro oficial do governo. Construiu rodovias, palácios, mesquitas e fortalezas em profusão. Quando morreu em um acidente aéreo em 1967, deixou 54 filhos e um espólio de valor até hoje incalculável. Entre a mais de meia centena de herdeiros diretos, estava um jovem desde então dedicado a preservar o que considerava ser “a pureza original do Islã” – o filho Osama bin Laden.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009




A Cidade do Sol é um livro ambientado tambem no Afeganistao, mas que diferente do Caçador de Pipas , fala sobre mulheres.


Mostra claramente a humilhação pelo qual as mulheres passam num regime totalitario onde a religiao é utilizada como forma de repressao à mulheres e crianças.

Um problema muito serio, pois estas crianças crescem acreditando que a mulher nao tem direito algum, que deve obediencia ao seu marido, mesmo sendo tratada de forma desumana.

Neste ponto é que a religiao entra, nao creio que Allah concorde com a humilhação de mulheres, nao consigo acreditar que uma religiao com tantos fieis, tenha por Deus um homem que prega a violencia e concorde com as atrocidades cometidas por extremistas. Sinceramente nao acredito mesmo.

Acredito sim que existem mulheres muçulmanas que levam uma vida normal, nao sao humilhadas nem espancadas. Que sao educadas, trabalham, dirigem, e tem uma certa autonomia.


Essas mulheres realmente foram educadas na religiao que prega a Paz e a Tolerancia.



Nao sei ao certo, gostaria muito de saber, so o tempo é que ira me mostrar, pois ainda nao tive como utilizar de dados oficiais confiaveis que me revelem a quantidade de paises que tratam as mulheres de forma desumana, sem direitos e sem leis que as protejam efetivamente.

Eu acho que metade da população muçulmana vive conforme costumes tribais , maltratando suas mulheres e utilizando a religiao como forma de espalhar medo e terror , afim de dominarem as pessoas e exigir delas obediencia.




Infelizmente em alguns paises o homem é visto como um guardiao, que tem direito de vida e morte sobre as mulheres, sao eles que ditam as leis, sao eles que "educam" ( espancam) que "protegem" ( reprimem) e "instruem" ( obrigam) conforme suas vontades ou a "vontade de Allah".


Homens que nao tem estudos, muitos sao analfabetos, muitos sao educados apenas para aprender a ler o Alcorao, e a aprender a fazer contas, utilizando apostilas que em vez de maças usam como ilustração, balas da AK47.


Muitas obedecem fielmente aos maridos,mesmo assim sao espancadas , humilhadas , mas continuam sem opçao.

Nao tem aonde recorrer e nem reclamar.


Eu ja li muito sobre a historia do Afeganistao, e posso dizer com toda certeza, que o Afeganistao é uma terra de pessoas corajosas , so que nao adianta coragem sem uniao.

O Afeganistao nao conseguiu em nenhum momento da sua historia unir o povo para o desenvolvimento social, apenas uniam-se contra algum tipo de ameaça externa, quando nao estavam mais sendo ameaçados, começavam a lutar entre si, na luta pelo poder. Isso fez com que o país se tornasse um verdadeiro campo de guerra. Os homens cresceram com guerra, e as mulheres cresceram sendo espancadas e humilhadas.



Um livro muito triste e emocionante.



Essa história foi escrita apos uma viagem do autor, a Cabul, em 2003, onde ele ouviu o relato de uma mulher espancada na rua por um taleban.





RESUMO retirado de um site pois nao tive tempo para fazer meu proprio resuminho.



Filha ilegítima de um empresário endinheirado de Herat, cidade próxima à fronteira com o Irã, Mariam é obrigada pela família do pai a se casar com o comerciante de sapatos Rashid, da capital, Cabul. O marido é um bruto, que antes mesmo do Talibã já obrigava a mulher a vestir a opressiva burca. A situação piora quando, depois de uma série de abortos, fica provado que Mariam jamais dará o sonhado herdeiro ao marido. Rashid passa a destratá-la e a espancá-la. Paralelamente ao drama de Mariam, Hosseini narra a história de Laila, a esperta filha de um casal de classe média de Cabul. Cerca de vinte anos mais nova do que Mariam, ela tem planos de se tornar uma mulher independente, de um dia estudar em uma universidade. Os sonhos de Laila são abreviados quando, aos 14 anos, sua casa é explodida por um foguete, em 1992, durante as guerras civis que dilaceraram o país. Seus pais morrem no bombardeio – e Laila ainda por cima está grávida do namorado adolescente, que se exilou com a família no Paquistão. Sem opções, ela acaba se tornando a segunda mulher de Rashid.
A amizade que surgirá entre essas duas mulheres é o centro do romance. Não, elas não ficam podres de ricas, como no típico livro de Sheldon. Hosseini ainda é mais realista do que o autor de O Outro Lado da Meia-Noite. O final de A Cidade do Sol, porém, é ensolarado, esperançoso. Sim, os antigos guerrilheiros tribais ainda dão as cartas na política afegã, e o Talibã segue ativo, seqüestrando e matando missionários coreanos. O último capítulo do romance reconhece esses problemas, mas aposta no futuro do país. Com irresistível ingenuidade, o renascimento do Afeganistão é representado nas cápsulas vazias de mísseis – sobras da guerra civil – que os habitantes de Cabul transformaram em vasos de flores. E no cinema que hoje pode exibir Titanic livremente.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009


"Meu Deus do céu, quanta maldade ", esses são meus pensamentos quando lembro desse livro.
É horrível , desumano, desprezível, o que aconteceu com essa garota.
Fico tão revoltada, que não consigo expressar com palavras o odio e o asco que senti por esses seres que se dizem humanos.
Somente o ser humano mesmo, é capaz de ser tão desprezível com alguém se sua própria raça.
QUE NOJO uma mãe e um pai, fazer isso com sua própria filha, não consigo entender o lado cultural dessa historia. Não aceito esse tipo de coisa, seja na África, na Índia, na Jordânia ou na Cisjordânia, alias não aceito isso de nenhum país, pessoas que fazem esse tipo de coisa não merecem respeito, independente de ter sido esse o modo com que foram educados.
Na minha opinião, isso não é um costume que deve ser respeitado ou ignorado e sim erradicado.


Livro emocionante, triste e inesquecível.
Vou contar abaixo um pequeno resumo que fiz sobre o livro



QUEM AINDA NÃO LEU O LIVRO, NÃO LEIA ESSE RESUMO.
LEIA O LIVRO


Espancada quase todos os dias , sem direito algum, somente ao trabalho, e sendo tratada de forma desumana, Souad é ainda uma menina, quando sua vida que já não era boa, se transforma em um pesadelo.
Começou a tragédia desde o seu nascimento. Em sua aldeia na Cisjordânia , nascer mulher é uma maldição, engravidar fora do casamento então é um pecado mortal.

A vida de Souad se resume da casa para o campo, sem liberdade, sem direito a estudos, uma vida de sofrimentos e humilhações, seu sonho era casar-se o mais rápido possível, na esperança de quem sabe, não ser espancada pelo seu marido e gozar de alguma liberdade.
Apaixonada por Faiez que promete casar-se com ela, Souad se entrega á paixão antes do casamento e com medo de perder o amado, cede aos seus pedidos.
Souad acaba engravidando.
Abandonada, e com medo, tenta em vão abortar.
Após 4 meses, seus pais começam a desconfiar e exigir a prova de sua mentruação, desesperada Souad tenta fugir mas não adianta, seu crime foi contra a “honra” da família, sua sentença ?. Ser queimada viva por seu cunhado , (devidamente autorizado a cometer esse ato, pelos próprios pais de Souad) .

Levada ao Hospital, foi tratada de forma desumana, com direito a insultos e maus tratos por parte das “enfermeiras”.
Sua mãe foi ao Hospital , e tentou envenena-la, só não o fez porque o medico chegou no momento exato , expulsando e proibindo a entrada de qualquer pessoa da família.

Souad deu a luz a um menino, aos 7 meses de gestação que foi imediatamente levado a um orfanato pelo conselho tutelar .
Vale lembrar que geralmente as crianças que são frutos de relacionamentos ilegítimos, e separadas dos pais, são mal tratadas e desprezadas tanto na comunidade quanto no orfanato.


Sua historia sensibilizou Jaqueline membro da organização humanitária Terra dos Homens, que conseguiu driblar a família de Souad , levando-a para Suiça , sem antes procurar o pequeno Marouan para ir junto.

“ Eu estava legalmente morta na Cisjordânia e Marouan não existia lá “

Na Suíça , Souad sofreu com a depressão, desejando morrer, acreditando que ela tinha culpa , que era merecedora daquilo.
Aprendeu outros hábitos, assim como conviveu ( mentalmente) durante algum tempo, com os costumes de sua aldeia.

“ Para uma mulher do meu país, viver sem homem é um castigo para a vida inteira”

Passou por diversas cirurgias, conflitos, tristezas e dores.
Ela era uma criança de 20 anos, não sabia nada da vida, das responsabilidades, da independência, levaria anos para Souad voltar a ser um ser humano e aceitar-se tal como era.
Saiu da Suíça após o termino dos tratamentos , onde foi acolhida junto com seu filho, por uma família que recebia muitas crianças enviadas pela Terra dos Homens.
Aos cinco anos seu filho foi adotado por essa família.

“Marouan tinha cinco anos quando assinei os papéis que autorizavam a nossa família de acolhimento a adoptá-lo. Entretanto eu tinha feito alguns progressos na língua deles - continuava a não saber ler nem escrever, mas sabia o que fazia. Não se tratava de um abandono. Os meus novos pais iam educar o rapazinho o melhor possível. Ao passar a ser filho deles, ia poder beneficiar de uma verdadeira educação e usar um nome que o poria a salvo de todo o meu passado. Eu era totalmente incapaz de lhe dar equilíbrio, de lhe dispensar cuidados, uma escolaridade normal. Muitos anos mais tarde, sinto-me culpada por ter feito essa escolha. Mas esses anos permitiram-me reconstruir uma vida em que já não acreditava, embora a esperasse instintivamente. Não sei explicar tudo isto muito bem sem desatar em pranto. Durante todos estes anos quis convencer-me que não sofria com essa separação. Mas não é possível esquecer um filho, sobretudo aquele filho.”


“ O meu filho falava a língua, tinha pais europeus, documentos, um futuro normal tudo o que eu não tinha tido e continuava a não ter”

“Escolhi sobreviver e deixa-lo viver”


Souad começou a trabalhar e depois de um tempo conheceu Antonio com quem se casou e teve duas meninas Laetitia e Nadia.
Aprendeu com dificuldade a ler, e a voltar ao convívio social. Sofreu muito com suas cicatrizes, passou por uma depressão profunda, chegando a tentar suicídio.

Após o reencontro com seu filho e a revelação as filhas, Souad decidiu fazer um livro e divulgar ao mundo as atrocidades cometidas em nome da honra.
Jaqueline presidente da ONG SURGIR, ajudou Souad a divulgar ao mundo as atrocidades cometidas contra as mulheres.


Souad passou por tudo isso, e não deixou de sorrir, esse era o único modo de se comunicar com as pessoas. Ela não deixou de chorar também, quando o fazia, era escondido. Apesar de ser acostumada a pancadas, não deixou de agradecer.

Quantas vezes reclamamos da vida, deixamos de ser educados e alegres por conta de problemas tão pequenos.
Vamos dar valor as nossas vidas.
AGRADEÇA




A SURGIR é uma fundação Suíça , em defesa das mulheres vítimas de violência.


www.surgir.ch

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009


Ao lembrar desse livro fico arrepiada dos pés a cabeça.
O livro conta a historia de Muktar Mai que foi estuprada em 2002 por quatro homens do clã mastoi (de casta superior) .
Ela foi condenada pela Jirga, a corte tribal, da localidade de Meerwala, a ser estuprada coletivamente. Seu crime? Nenhum! Seu irmão mais novo, então com 12 anos, estaria se encontrando com uma jovem de uma tribo, considerada de casta superior. Ofendidas, as pessoas da tal casta exigiram, como vingança pelo suposto ataque à honra do grupo, que Mai fosse estuprada. Ela foi condenada pelo Conselho Tribal e estuprada sucessivamente por quatro homens, enquanto gritava por misericórdia aos 200 homens que testemunhavam a violência. Para concluir a humilhação, foi obrigada a desfilar nua até a sua casa
Em nome da "honra" muitas mulheres são mortas todos os anos no Paquistão e geralmente as pessoas que passam por esse tipo de humilhação cometem suicidio, Mai quase o fez, mas decidiu denunciar os fatos perante a Justiça de seu país e conseguiu, em uma sentença inédita, a condenação de seus estupradores à morte, e uma indenização com a qual montou uma escola.
Nem preciso dizer o que essa mulher passou e sofreu para conseguir justiça, ela é vista como simbolo da luta pelos direitos das mulheres no Paquistao.
Livro triste e emocionante, perfeito para uma canceriana como eu, se afogar em lagrimas.