
Mulheres de Cabul
O livro conta a experiência de algumas mulheres e ate de crianças que durante o regime Taliba, foram submetidas a absurdas leis repressoras.
A autora Harriet Logan ouviu e fotografou dezenas de mulheres do Afeganistão em 1997 e 2001, contando com o Apoio da PARSA Organização não governamental dirigida por Mary MacMakin que durante o regime foi expulsa do Afeganistão e passou a viver em Peshawar , ajudando em 2001 a autora a reencontrar as mulheres entrevistadas em 1997.
São historias de fome, tristeza, perdas, repressão, suicídio e violência. Eu nao me imaginaria numa situação destas.
E essas mulheres também não imaginavam que isso ia acontecer ao país delas.
“Hoje, quando vejo Cabul, sinto muita dor e tristeza. Estou envelhecendo nessa cidade destruída. Meus netos são analfabetos. Que esperança lhes resta. Quando penso no passado, me lembro de como a cidade era bela, e não consigo acreditar no que ela se tornou” (Khanemgul- 69 anos)
Mulheres que tinham estudos e que trabalhavam, perderam tudo para poupar as suas vidas e a de seus filhos. Mulheres que sofreram e sofrem com a violência, numa sociedade machista.
“Os Talebans se foram, mas muitos de nossos maridos são piores”. ( cliente Laila)
“Tenho amigas cujos maridos só fazem reprimi-las. Isso é pura insegurança. Meu marido não é assim” ( Laila)
A mensagem do livro é bem legal, fiquei comovida com muitas mulheres que pediam para o mundo não esquecer o Afeganistão novamente, para que as pessoas não se esquecessem do sofrimento das mulheres e crianças daquele país.
O livro conta a historia de Shama, que abordou a questão dos Hazaras , minoria do Afeganistão que foram perseguidos e tiveram suas casas invadidas.
“ as mulheres hazaras foram estupradas por Talebans e quando seus maridos tentavam evitar isso ,eram espancados e algumas vezes mortos”
Tem ate alguns casos como de Nooria que não achava que o regime era ruim, e que na época dos mujahideen era muito pior, esta acreditavam que o Talibã estava lá para proteger o povo.
Achei interessante a questão das Burkhas, vou postar um trecho do livro :
“Acho que no Ocidente existia a crença de que todas as mulheres do Afeganistão rasgariam suas burkhas, no exato momento em que não fossem mais obrigadas a usá-las. Porém, a mudança está acontecendo lentamente, em parte devido à reação dos homens ao ver mulheres descobertas em público, pela primeira vez em cinco anos”
Eu acho que muitas mulheres temem a volta de grupos extremistas ao poder, alias, já li uma entrevista eu esqueci o nome da mulher, onde ela diz que dentro do próprio governo, existem homens que estavam ao lado do Talibã e agora participam do governo de Hamid Karzai.
Procurei na internet e achei a RAWA, Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão, é a única organização política/social feminista das mulheres afegãs, anti-fundamentalista, que luta pela paz, liberdade, democracia, e pelos direitos das mulheres no maligno fundamentalismo afegão.
Quem quiser mais informações vou postar o link.
http://www.rawa.org/index.php









