segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009




A Cidade do Sol é um livro ambientado tambem no Afeganistao, mas que diferente do Caçador de Pipas , fala sobre mulheres.


Mostra claramente a humilhação pelo qual as mulheres passam num regime totalitario onde a religiao é utilizada como forma de repressao à mulheres e crianças.

Um problema muito serio, pois estas crianças crescem acreditando que a mulher nao tem direito algum, que deve obediencia ao seu marido, mesmo sendo tratada de forma desumana.

Neste ponto é que a religiao entra, nao creio que Allah concorde com a humilhação de mulheres, nao consigo acreditar que uma religiao com tantos fieis, tenha por Deus um homem que prega a violencia e concorde com as atrocidades cometidas por extremistas. Sinceramente nao acredito mesmo.

Acredito sim que existem mulheres muçulmanas que levam uma vida normal, nao sao humilhadas nem espancadas. Que sao educadas, trabalham, dirigem, e tem uma certa autonomia.


Essas mulheres realmente foram educadas na religiao que prega a Paz e a Tolerancia.



Nao sei ao certo, gostaria muito de saber, so o tempo é que ira me mostrar, pois ainda nao tive como utilizar de dados oficiais confiaveis que me revelem a quantidade de paises que tratam as mulheres de forma desumana, sem direitos e sem leis que as protejam efetivamente.

Eu acho que metade da população muçulmana vive conforme costumes tribais , maltratando suas mulheres e utilizando a religiao como forma de espalhar medo e terror , afim de dominarem as pessoas e exigir delas obediencia.




Infelizmente em alguns paises o homem é visto como um guardiao, que tem direito de vida e morte sobre as mulheres, sao eles que ditam as leis, sao eles que "educam" ( espancam) que "protegem" ( reprimem) e "instruem" ( obrigam) conforme suas vontades ou a "vontade de Allah".


Homens que nao tem estudos, muitos sao analfabetos, muitos sao educados apenas para aprender a ler o Alcorao, e a aprender a fazer contas, utilizando apostilas que em vez de maças usam como ilustração, balas da AK47.


Muitas obedecem fielmente aos maridos,mesmo assim sao espancadas , humilhadas , mas continuam sem opçao.

Nao tem aonde recorrer e nem reclamar.


Eu ja li muito sobre a historia do Afeganistao, e posso dizer com toda certeza, que o Afeganistao é uma terra de pessoas corajosas , so que nao adianta coragem sem uniao.

O Afeganistao nao conseguiu em nenhum momento da sua historia unir o povo para o desenvolvimento social, apenas uniam-se contra algum tipo de ameaça externa, quando nao estavam mais sendo ameaçados, começavam a lutar entre si, na luta pelo poder. Isso fez com que o país se tornasse um verdadeiro campo de guerra. Os homens cresceram com guerra, e as mulheres cresceram sendo espancadas e humilhadas.



Um livro muito triste e emocionante.



Essa história foi escrita apos uma viagem do autor, a Cabul, em 2003, onde ele ouviu o relato de uma mulher espancada na rua por um taleban.





RESUMO retirado de um site pois nao tive tempo para fazer meu proprio resuminho.



Filha ilegítima de um empresário endinheirado de Herat, cidade próxima à fronteira com o Irã, Mariam é obrigada pela família do pai a se casar com o comerciante de sapatos Rashid, da capital, Cabul. O marido é um bruto, que antes mesmo do Talibã já obrigava a mulher a vestir a opressiva burca. A situação piora quando, depois de uma série de abortos, fica provado que Mariam jamais dará o sonhado herdeiro ao marido. Rashid passa a destratá-la e a espancá-la. Paralelamente ao drama de Mariam, Hosseini narra a história de Laila, a esperta filha de um casal de classe média de Cabul. Cerca de vinte anos mais nova do que Mariam, ela tem planos de se tornar uma mulher independente, de um dia estudar em uma universidade. Os sonhos de Laila são abreviados quando, aos 14 anos, sua casa é explodida por um foguete, em 1992, durante as guerras civis que dilaceraram o país. Seus pais morrem no bombardeio – e Laila ainda por cima está grávida do namorado adolescente, que se exilou com a família no Paquistão. Sem opções, ela acaba se tornando a segunda mulher de Rashid.
A amizade que surgirá entre essas duas mulheres é o centro do romance. Não, elas não ficam podres de ricas, como no típico livro de Sheldon. Hosseini ainda é mais realista do que o autor de O Outro Lado da Meia-Noite. O final de A Cidade do Sol, porém, é ensolarado, esperançoso. Sim, os antigos guerrilheiros tribais ainda dão as cartas na política afegã, e o Talibã segue ativo, seqüestrando e matando missionários coreanos. O último capítulo do romance reconhece esses problemas, mas aposta no futuro do país. Com irresistível ingenuidade, o renascimento do Afeganistão é representado nas cápsulas vazias de mísseis – sobras da guerra civil – que os habitantes de Cabul transformaram em vasos de flores. E no cinema que hoje pode exibir Titanic livremente.

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